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De onde vêm todos esses dados?

As informações históricas da base de dados Origens Africanas vêm de registros mantidos pelos tribunais de comissão mista de Havana, Cuba, e Freetown, Serra Leoa, e pelos tribunais do vice-almirantado britânico e Departamento de Africanos Libertados de Serra Leoa e Santa Helena. Os registros fornecem informações individuais sobre os africanos que foram libertados de navios negreiros durante a época da supressão do tráfico transatlântico de escravos. Os nomes e, em alguns casos, o lugar de origem eram fornecidos pelos próprios africanos com o auxílio de um tradutor. Essas informações juntamente com as descrições eram fornecidas com a intenção de reduzirem as chances de re-escravização desses indivíduos. Para mais detalhes confira Richard Anderson, Alex Borucki, Daniel Domingues da Silva, David Eltis, Paul Lachance, Philip Misevich, Olatunji Ojo, “Using pre-Orthographic African Names to Identify the Origins of Captives in the Transatlantic Slave Trade: The Registers of Liberated Africans, 1808-1862” (forthcoming).

O que aconteceu com as pessoas mencionadas nos documentos?

Poucos desses africanos retornaram à sua vida anterior à sua escravização. Aqueles que regressaram para a África não voltaram para o seu lugar de origem, mas ao invés desembarcaram em regiões que desconheciam, geralmente em Serra Leoa. Outros desembarcaram na ilha de Santa Helena. A taxa de mortalidade nos seus navios era alta tanto antes como após a sua detenção.

Alguns dos navios detidos foram conduzidos para portos nas Américas como Havana, Cuba, ou Rio de Janeiro, Brasil, onde se encontravam estabelecidos os tribunais de comissão mista. Quase todos os africanos a borde de tais navios tornavam-se eventualmente parte da população negra das Américas.

Como eu posso procurar por um nome na base de dados?

Você tem a opção de procurar por um nome específico ou buscar um nome pronunciado ou escrito de forma semelhante ao que você digitou. Como esses nomes africanos eram registrados no papel por falantes de inglês e espanhol em uma época na qual muitos desses nomes africanos não possuíam uma versão escrita, a grafia é uma representação fonética de como um nome pode ser soletrado por um falante de inglês (para os registros de Serra Leoa) ou espanhol (para os registros de Havana). A busca por nomes na página automaticamente localiza nomes fonéticamente semelhantes entre todos os nomes gravados pelas Comissões Mistas no século XIX. Conforme as versões modernas desses nomes forem sendo incluídas por contribuições do público, a busca por nomes também poderá ser usada para se procurar as prováveis grafias modernas desses nomes africanos.

Para começar, digite o nome que você procura no formulário "Nome" abaixo de "Ferramentas de Pesquisa". A busca irá automaticamente localizar nomes que provavelmente são pronunciados de forma semelhante ao digitado por você. Para buscar apenas nomes soletrados exatamente da mesma forma que o digitado, marque a opção "Correspondência Exata" e pressione o botão "Buscar".

É possível pesquisar a história de minha família aqui?

Um desafio constante para alguém tentando rastrear a ascendência africana de qualquer um é a localização de documentos ligando o nome existente em um documento produzido nas Américas com o verdadeiro nome do africano que fez a viagem. No caso de africanos carregados pelo tráfico transatlântico de escravos, seus nomes eram constantemente mudados - mais especificamente "cristianizados" - assim que chegava a embarcação e africanos eram vendidos como escravos. Por esse motivo uma base de dados como a oferecida pelo portal Origens Africanas naturalmente gera grande entusiasmo, já que os nomes dos indivíduos a bordo eram, na maioria dos casos, claramente africanos.

Há, no entanto, limites na utilidade dessa base de dados para pesquisas genealógicas. O fato de que os africanos a bordo foram liberados e, consequentemente, nunca fizeram parte da vasta documentação relacionada aos escravos desembarcados nas Américas, torna mais difícil a tarefa de conectá-los à pesquisa, por exemplo, de um africano-americano interessado em seus antepassados escravizados. Ainda assim a base de dados oferece informações que ajudarão a entender a ancestralidade de indivíduos descendentes de africanos transportados no tráfico ou membros da diáspora africana. Através das contribuições do público sobre as associações linguísticas e culturais de um nome nos registros, pesquisadores podem estimar o provável lugar de origem bem como o grupo étnico e linguístico de um indivíduo e, a partir daí, traçar os padrões migratórios de africanos carregados do interior da Àfrica para portos no litoral do continente. Isso, por sua vez, esclarecerá quem eram as pessoas carregadas de um porto específico em um dado momento. Tal informação pode ajudar genealogistas que sabem o porto de chegada de seus ancestrais a ter uma melhor idéia acerca de qual parte específica da África os mesmos descendem.

Como eu posso contribuir para a descoberta das origens de africanos?

Se você tem familiaridade com quaisquer nomes ou práticas de nomeação africanos, você pode contribuir para este projeto. Ao sugerir um correspondente moderno de um nome africano existente nos registros históricos, bem como grupos etno-linguísticos que usem aquele nome, você ajuda a identificar as prováveis origens linguísticas, culturais e geográficas de muitos outros africanos.

Você pode começar digitando um nome africano que você conheça no formulário de busca na página Origens Africanas. Você pode selecionar um país (caso conheça o país com o qual o nome digitado está relacionado) e o gênero associados ao nome (se apropriado). Depois aperte o botão "Explorar" para uma lista de nomes com a mesma sonoridade ou semelhante àquelas gravadas nos registros das Comissões Mistas. Ao clicar em uma linha na tabela com os resultados você pode ver todas as informações gravadas e e relacionadas àquele africano, bem como um atalho para o formulário identificando a origem do invidíduo.

Pesquisadores familiarizados com nomes africanos, práticas de nomeação, línguas e grupos etnolinguísticos revisarão as múltiplas contribuições de nomes como os providenciados por você, procurando um consenso entre contribuintes como você. A expectativa é que pessoas como você e contribuições como a sua estarão fortemente interligadas, permitindo aos editores determinar com graus distintos de segurança (dependendo da qualidade das contribuições) as prováveis origens de certos nomes. Como línguas e nomes africanos estão ligados a áreas específicas, o trabalho de contribuintes como você e os editores provavelmente resultará na determinação das origens geográficas dos africanos escravizados no continente africano que foram recapturados e acabaram tendo seus nomes registrados na documentação das Comissões Mistas.

Como a página trata os nomes árabes ou islâmicos?

Muitos dos africanos libertados contidos nas fontes possuem nomes associados ao Islã (como, por exemplo, Fátima para as mulheres ou Maomé para os homens). Apesar desses nomes não serem limitados à uma língua ou grupo étnico africano, eles ainda fornecem pistas importantes sobre os indivíduos vendidos no tráfico transatlântico de escravos no século XIX. Se você descobrir nomes de possível origem árabe ou islâmica, aconselhamos a identificá-los como tais. Para o fazer, selecione a opção Árabe/Islâmico dentre a lista de grupos linguísticos quando fizer a sua contribuição. A relação entre nomes árabes e islâmicos na África é complexa: nomes associados ao Islã podem não ser, por exemplo, considerados árabes pelas pessoas que os utilizavam.

 

Introdução ao Projeto Origens Africanas

 
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